Virgin in Veil: banda finlandesa confirma apresentações no Brasil este ano.

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Criada em 2015 pelo vocalista e baixista Jacques Saph, a banda Finlandesa de Deathrock “Virgin in Veil” irá estrear em território Brasileiro (primeira vez também em solo sul americano). Com o baterista William Freyermuth, Suzi Sabotage no backing vocals/sintetizadores e Veikko Jokelainen na guitarra, a banda que possuí bastante “kilometragem” (inúmeros shows pela Europa, Rússia, Japão, EUA e México), fará 3 três apresentações em terras Tupiniquins. Show na “Rock Experience, 28.06.2019 no Rio de Janeiro”, e os outros dois em São Paulo, na “Decadance Festival, 06.07.2019 em Araras [SP]” e “Madame Club, 07.07.2019, em São Paulo capital”.

Fizemos uma entrevista exclusiva com eles, confira!

1 – (UJM – J-Fora kei) Fale um pouco sobre a criação da banda.

Jacques: Eu criei a banda em janeiro de 2015 pois eu queria muito tocar deathrock com fortes influências do punk. Então compus algumas músicas e em seguida vieram o William na bateria e a Suzi no sintetizador e backing vocals. Logo após essa união já começamos a nos apresentar pela Europa, Rússia e Estados Unidos. Quatro anos se passaram e atualmente estamos terminando nosso terceiro álbum “Permanent Funeral”, que será lançado pela “Danse Macabre Records” nesta primavera.

2 – (UJM – J-Fora kei) Quais bandas/artistas influenciam a banda?

Jacques: Cada um dos integrantes têm suas próprias influências (que são bem ecléticas). Como grupo, nossas influências óbvias são: Christian Death, Early Cinema Strange, Phaidia, Radio Scarlet, etc. Principalmente, Deathrock dos anos 80 até os anos 2000. Também adicionamos alguns elementos do punk, com bandas como Rudimentary Peni ou Exit-Stance.

3 – (UJM – J-Fora kei) Qual a origem do nome da banda?

Jacques: Eu queria um nome com alguma dose de mistério, que permitisse vários significados e interpretações a quem ouvisse às nossas músicas. “Virgin in Veil” também faz referência às religiões, que é um assunto ao qual sempre me interessei e que me inspirou a compor para a banda.

4 – (UJM – J-Fora kei) A banda é finlandesa, certo? fale um pouco sobre a cena indie em Helsinki.

Jacques: Isso mesmo, Helsinque. Não é uma cidade muito grande se comparada com as outras capitais Européias, mas tem uma cena musical bem expressiva. Como em muitos outros lugares hoje em dia, há cada vez menos espaços para a música ao vivo, mas a cena ainda é perseverante, o que é uma coisa boa. Tirando a nossa banda, aqui o “deathrock” infelizmente é algo raro na cena, praticamente inexistente. Existem algumas bandas pós-punk, mas isso é tudo.

5 – (UJM – J-Fora kei) Vocês acabaram de lançar o video clip “Darkness At Noon”. Para uma banda indie, como é a produção de um video clip na Finlândia?

Jacques: Você sabe … todos os nossos vídeos são totalmente “Do It Yourself”. Nós nunca gastamos um centavo para produzí-los. Nós sempre filmamos nós mesmos, com nossa própria câmera digital e um amigo ou dois ajudando no processo. Embora nossos vídeos certamente não pareçam tão profissionais quanto os de outras bandas, eu acho que o fator “DIY” os torna autênticos, o que se encaixa muito bem com a nossa música. Eu curto muito o resultado final dos nossos clipes.

Confira o clip “Darkness At Noon”.

 

 

6 – (UJM – J-Fora kei) Qual é a opinião de vocês sobre a cena musical independente atual?

Jacques: Eu vou parecer um cara velho falando agora (risos), mas a cena era muito melhor e mais insana há 15 anos. Hoje em dia é muito mais difícil de encontrar lugares pra tocar, e as tendências atuais de “pós-punk popzinho de balada” não são realmente a minha praia. Eu sinto falta da loucura das cenas do deathrock europeu de 15 anos atrás. Mas é incrível ver que algumas pessoas ainda estão interessadas no verdadeiro espírito deathrock, ainda mais underground do que antes.

Suzi Sabotage: Eu estou nos meus 20 e poucos anos, mas eu concordo com o Jacques. Muita música “dark alternativa” contemporânea foi “diluída pelo pop” e não tem a mesma pegada que tinha no passado. Mas nós não seguimos as tendências, mesmo que isso signifique ter menos sucesso. Nós preferimos permanecer autênticos, e nosso público curte a gente do jeito que somos.

7 – (UJM – J-Fora kei) Ano passado vocês se apresentaram no Japão, certo? Nos conte um pouco sobre a experiência de tocar lá, sobre o público Japonês, a vida noturna em Tóquio. Ouví falar que um dos membros da banda Japonesa de visual kei “Malice Mizer” assistiu ao show de vocês. Vocês gostam de Visual Kei?

Jacques: É isso mesmo, eu conheci Közi (こうじ), que foi a um dos nossos shows em Tóquio. Foi muito legal! quero dizer, eu descobri a banda Malice Mizer (マリスミゼル) em 2000 e curto o som deles desde então, então foi muito prazeroso conhecê-lo. Ele é um músico incrível e uma pessoa muito legal e humilde. Quanto à vida noturna de Tóquio, é excitante, divertida e ao mesmo tempo tranquila. Lá você pode fumar em bares e a maioria dos lugares não tem guardas de segurança, pois as pessoas respeitam muito ao espaço um do outro. Os Japoneses que conhecemos foram extremamente simpáticos e acolhedores, foi realmente uma experiência incrível tocar no Japão.
Suzi: Nós não sabíamos o que esperar do público lá, porém cada apresentação foi um triunfo. As pessoas são muito gentís, foram um dos melhores públicos que já tivemos, e os outros aspectos da visita ao Japão foram inesquecivelmente maravilhosos também.

8 – (UJM – J-Fora kei) Quais são os próximos shows da banda?

Jacques: Antes do Brasil, tocaremos na cidade de Turku (Finlândia) no dia 22 de março, com o nosso outro projeto alter-ego “Masquerade”, UltraNoir e Agnosia. Estamos muito ansiosos.

22.03.2019; Turku, Finlandia (TVO)
28.06.2019; Rio de Janeiro, Brasil (Rock Experience)
06.07.2019; Araras [SP], Brasil (Decadance Festival)
07.07.2019; São Paulo, Brasil (Madame Club)

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9 – (UJM – J-Fora kei) Gostariam de dizer algo mais? alguma mensagem para o público brasileiro?

Jacques: E aí Brasil! Estamos muito animados com nossa viagem, conhecer pessoas e as cidades de São Paulo e Rio. E o mais importante: mal podemos esperar para compartilhar nossa música com nossos amigos brasileiros! Também estou muito empolgado em poder assistir ao show das outras bandas, principalmente da banda “Poetisa Dissecada”, pois tocaremos juntos nos mesmos festivais.

Suzi: “It’s gonna be muito, muito bom” finalmente visitar ao seu país! Vejo vocês em junho e julho!

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Translated by: #J-Fora Kei

(TRANSLATION)

Created in 2015 by the vocalist and bass player Jacques Saph, the Finnish Deathrock band “Virgin in Veil” will debut in Brazilian territory (first time ever also in South America). With William Freyermuth on drums, Suzi Sabotage on synth/backing vocals  and Veikko Jokelainen on guitar, the band that has been performing a lot  abroad  (several gigs in Europe, Russia, Japan, USA and Mexico), will perform 3 three gigs in Brazil (28.06.2019; Rio de Janeiro – Rock Experience), (06.07.2019; Araras [SP], Brazil – Decadance Festival); (07.07.2019; São Paulo, Brazil  – Madame Club). We just did an exclusive interview with them for the UJM, check this out!

1 – (UJM – J-Fora kei) how did the band start?

Jacques: I created Virgin in Veil back in January 2015. At the time, I really wanted to play deathrock music, with strong punk influences. So I wrote a few songs, and was joined by William on drums and Suzi on synth and backing vocals. Very quickly after the band has its first line-up, we started touring in Europe, as well as Russia and North America. Now 4 years later, we are finishing our third album “Permanent Funeral”, which will be released by Danse Macabre Records this spring.

2 – (UJM – J-Fora kei) What bands/artists influenced your band?

Jacques: All of us have our own influences, which are quite diverse. As a band, our obvious influences are Christian Death, early Cinema Strange, Phaidia, Radio Scarlet, etc. Mainly, deathrock from the 80s to the 2000s. We also add some punk elements, like bands such as Rudimentary Peni or Exit-Stance.

3 – (UJM – J-Fora kei) How did the band get its name?

Jacques: I wanted a name with some dose of mystery, which will allow our listeners to make their own meaning of it. “Virgin in Veil” refers to both religion, obviously, a topic which has always interested me and that I wrote a few songs about for the band.

4 – (UJM – J-Fora kei) The band is from Finland, right? What’s the Helsinki music scene like now?

Jacques: Yes, that’s right, Helsinki. It’s not a very big city compared to other European capitals, but it has a vivid music scene. Like in many other places nowadays, there are less and less spaces for live music, but it’s still thriving, which is a good thing. Unfortunately, here deathrock is virtually non-existent apart from our band. There are some post-punk bands, but that’s it.

5 – (UJM – J-Fora kei) You’ve just released your newest music video, “Darkness At Noon”. What’s like for a indie band to produce a video clip in Finland?

Jacques: You know… all our videos are totally DIY. We never spend a fucking euro to make them. We always filmed them ourselves, with our own digital camera and a friend or two helping in the process. While our videos certainly don’t look as professional as what many other bands are doing, I think their DIY style make them very authentic,  which fits our music very well. I love how gritty they are.

 

 

6 – (UJM – J-Fora kei) What do you think about the worldwide indie music scene nowadays?

Jacques: I might sound like an old guy, but it was much better and more fun 15 years ago. Nowadays, it’s way harder to play live, and the current trends of candy-coated poppish post-punk is really… not my shit. I miss the craziness of the European deathrock scenes 15 years ago. But it’s so amazing to see that some people are still interested in the true deathrock spirit, it’s just even more underground than before.

Suzi Sabotage: I’m only in my mid-twenties but I agree with Jacques, a lot of dark alternative music that is popular these days is quite watered down and doesn’t have the same kick as in the past. But we’re not the ones to follow trends, anyways, even if it means having less success. We prefer to stay authentic, and our audience loves us for that and not for chasing after fads.

7 – (UJM – J-Fora kei) Last year summer you guys had gigs in Japan, right? Tell us a little bit about the experience of playing in Japan, the Japanese audience, the Tokyo’s nightlife. I’ve heard that former members of the Japanese visual kei band “Malice Mizer” went to your gig there. Do you like visual kei?

Jacques: That’s right, I met Közi (こうじ),who attended one of our gigs in Tokyo. That was crazy, I mean, I discovered Malice Mizer (マリスミゼル), in 2000 and have always loved them since, so it was really enjoyable to meet him. He’s an amazing musician and a very nice, humble person.
Tokyo night life is exciting and a lot of fun, while chill at the same time. There, you can smoke in bars and most places don’t have security guards as people are nice and won’t piss others off. Japanese people we met were extremely friendly and welcoming, it was truly an amazing experience to play for them.

Suzi: We didn’t know much what to expect audience-wise there, but our gigs were a triumph each time. People there are so hospitable and appreciative, one of the best crowds we’ve ever had, also the other aspects of visiting Japan were unforgettably wonderful.

8 – (UJM – J-Fora kei) What are the band’s next gigs?

Jacques: Before Brazil, we’ll play in Turku (Finland) on March 22, with our alter-ego Masquerade, UltraNoir and Agnosia. It’s gonna be fun and we’re very much looking forward.

22.03.2019; Turku, Finland (TVO)
28.06.2019; Rio de Janeiro, Brazil (Rock Experience)
06.07.2019; Araras [SP], Brazil (Decadance Festival)
07.07.2019; São Paulo, Brazil (Madame Club)

9 – (UJM – J-Fora kei) Is there anything else that you’d like to say? Anything for the Brazilian audience who must be going to your gigs?

Jacques:Olá Brasil!” We are very excited about our trip there, meet people and see the gorgeous places in Rio and São Paulo. And most importantly, we can’t wait to share our music with our Brazilian friends! I’m also very excited that I’ll get to see Poetisa Dissecada on stage as we will play together.

Suzi: “It’s gonna be muito, muito bom” to finally visit your country! See you in June and July!

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Translated by: #J-Fora Kei

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